Dicas de Ben Self Para Candidatos nas Eleições de 2010

15 out
2009

026877967-ex00Ben Self é definitivamente “O Cara” quando se fala de estratégias de marketing para internet. Nesta quinta-feira (15) o estrategista que esteve à frente da campanha digital de Barack Obama à Presidência dos Estados Unidos, participou em São Paulo de um seminário e deu dicas de como usar a internet para quem pretende se candidatar nas eleições brasileiras no ano que vem.

As fórmulas de sucesso do homem que esteve à frente da estratégia da campanha que arrecadou US$ 500 milhões pela internet são simples. Por e-mail – “talvez uma das ferramentas de comunicação pela internet mais antigas”, como ele mesmo define – 13 milhões de pessoas foram mobilizadas e se tornaram cabos eleitorais do então candidato democrata Barack Obama. Elas fizeram doações, bateram à porta de outros eleitores, gravaram depoimentos e ajudaram a eleger o primeiro presidente negro dos Estados Unidos.

Emocionar as pessoas

Os vídeos mostrados por Ben são extremamente emocionais. Desde a trilha sonora escolhida até pessoas segurando cartazes escritos a mão com a palavra “mudança”, tudo envolve o eleitor, ou o mero espectador do seminário.

Uma das estratégias foi contar histórias, utilizando depoimentos de pessoas envolvidas na campanha. Esqueça clichês como “meu voto é do fulano”. Na campanha de Obama, apareceram personagens como Charles, um idoso que ingressou na campanha democrata. O depoimento dele e de companheiros de trabalho no comitê, sem frases feitas ou condução artificial, tem mais de meio milhão de visualizações no You Tube.

Buscar Engajamento

“A internet não é só persuadir pessoas, mas fazer com que se engajem e trabalhem para o candidato”, definiu. Para quem já começou a corrida para obter mais seguidores no Twitter ou contatos no Facebook, um aviso. “Não é uma campanha de popularidade, de quantos amigos você vai ter em redes sociais.”

Construir relacionamentos

Vídeos editados de forma simples, postados no You Tube, passavam uma mensagem intimista da campanha. Exemplo foi um jantar entre Obama e alguns eleitores. Na tela, aparecia um candidato descontraído, dando risadas, conversando com pessoas como você sobre assuntos que você conversaria com seus amigos. O slogan? “Conheça o verdadeiro Obama”.

Transparência

Imagine que você, em sua casa, resolva gravar um vídeo para postar na internet. É provável que, na ausência de um tripé, utilize a webcam em cima do monitor. Talvez você não se preocupe muito em arrumar o cenário ou vestir algo especial. Pois foi exatamente isso que a campanha de Obama fez. No melhor estilo “gente como a gente”, um organizador da campanha aparecia no escritório do comitê agradecendo os e-mails e a mobilização na campanha.

Ser autêntico

“Quem por aí gosta de ler newsletter?”, diz um sincero Ben. Ele afirma que, se o e-mail não partir de alguém conhecido, como um amigo ou namorado, é difícil que a pessoa se interesse em ler. Uma estratégia é tornar o e-mail da campanha pessoal, ou seja, uma pessoa “fala” com o eleitor na mensagem. “Tem que criar uma voz, uma personalidade”, explica.

Conversar regularmente

“Construir um relacionamento on line não é diferente de construir um relacionamento off line. Você não pede alguém em casamento no primeiro encontro”, diz Ben. É preciso manter contato. A primeira coisa é saber de onde a pessoa vem e que assuntos ou interesses vocês têm em comum.

Testar ferramentas e medir resultados

Segundo o estrategista, por muito tempo, as campanhas tradicionais dependiam da opinião das pessoas. Agora, não é preciso perguntar a todo tempo. A campanha on-line, diz ele, permite testar tudo, passando pelo layout de homepages até vídeos, ver o que dá certo e adaptar ferramentas.

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